• Geral 16/02 | 15h19
  • Ouro: Casal aciona governo e empreiteira na Justiça pedindo R$ 500 mil por perdas:
  • A ação de danos materiais e morais tramita no fórum da comarca de Capinzal.
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  • Fonte/Autor: Michel Teixeira/ Adalmir Kaiser
  • Foto: Publicidade

Um casal de Ouro acionou na Justiça o governo do estado e uma empreiteira devido a prejuízos decorrentes de uma enxurrada que atingiu a casa no interior do município.  Conforme a ação, o Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina (Deinfra) e a empresa Monteadriano Engenharia e Construção seriam as responsáveis pelas perdas sofridas pelo casal no dia 14 de julho de 2015 na linha Nossa Senhora da Saúde.

 

Conforme o processo, por volta das 8h o morador se preparava para ir trabalhar quando na rampa de acesso à residência percebeu que o Rio Leãozinho aumentava seu volume.  Diante da situação ele voltou para dentro de casa avisar a mulher e o filho que dormiam naquele momento.

 

Quando saiu novamente se deparou com o rio atingindo seu veículo no pátio do imóvel.  Mãe e filho, desesperados, saíram correndo, enquanto o morador retornou à casa para tentar salvar alguns pertences.

  

A família perdeu tudo com a enxurrada. Além dos bens materiais alguns objetos pessoais de valor sentimental.  Os três foram abrigados por moradores da comunidade.

 

Entretanto, o que causou estranheza foi a rapidez com que as águas baixaram, cerca de três horas.   Ao averiguar o que poderia ter acontecido foram informados por vizinhos que a enxurrada teria ocorrido em função do rompimento de uma barragem no Rio Leãozinho em Linha Novo Porto Alegre – cerca de quatro quilômetros distantes do imóvel atingido – construída em função das obras de pavimentação da SC-467 entre Ouro e Jaborá, obra financiada pelo governo do estado e executada, então, pela Monteadriano.

 

Segundo os autores da ação, somente com a chuva daquele dia não justificaria a inundação abrupta que foi registrada em questão de minutos.  Os autores alegam que, não fosse o fato de o morador sair para trabalhar naquela manhã, a mulher e o filho certamente teriam morrido afogados, uma vez que estavam dormindo e não teriam tempo hábil para se salvar.

 

A ação de danos materiais e morais tramita no fórum da comarca de Capinzal.  O Poder Judiciário determinou a realização de uma perícia no imóvel do casal, nas imediações, bem como no local onde fora construído o desvio/barragem, trabalho que deverá ser feito por uma empresa de Florianópolis.

Entretanto, a água já estava acima de sua cintura, subia rapidamente e não houve mais como sair de dentro da residência.  Ele conseguiu se salvar quebrando o teto de gesso e ilhado sobre o teto da casa.

 

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